sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Final de ano

Ultimo dia do ano
Mais um ano está terminando,
Mais uma vez a gente fica mais velho,
Mais uma vez a gente aprende mais,
Dentro da militância,
Na luta junto com os meus companheiros,
Que querem ver esse Brasil uma grande nação,
Que querem ver uma nação mais humana e mais justa para todos,
Dizem que é bobagem,
Lutar por uma sociedade nova,
Dizem que cada um tem que cuidar de sua vida,
e nem se preocuparem com os outros,
Mas eu luto,
Luto por uma nova sociedade,
Luto para semear e preparar os caminhos,
de vidas melhores para os meus filhos e netos que ainda virão,
Luto pelos meus amigos e pelos meus inimigos,
Luto e continuo lutando até o fim
Até o ultimo sopro de vida,
Dentro da minha solidão eu continuo,
procurando a mulher dos meus sonhos,
continuo procurando a companheira, amante e esposa,
olhando para o horizonte,
e vendo o sol se por por neste ultimo dia do ano
Eu me pergunto como será o amanhã?
Será que veremos dias melhores?
O Brasil continuará sendo pais desgovernado?
Continuaremos vendo crianças passarem fome nas ruas?
continuaremos vero povo sendo oprimido pelos poderosos?
Os colonos continuarão sem terra?
O negro continuará sendo discriminado?
Perguntas que só em 1988 teremos respostas.

Autoria: Paulo Furtado        31/12/1987

Ana

Das luzes do metrô,
Da música da boate,
Das noites de embalo,
Eu vejo você,
Com jeito livre de viver,
Desinteressada de tudo,
Quando dançamos parecemos que estamos sós no mundo,
Quando converso com você sinto-me muito bem,
Quando você não está na boate eu me sinto só,
Eu queria tanto poder te disser que ti amo,
Mas infelizmente não consigo,
Você tem alguém que de certo ti ama muito,
Eu vou continuar me caminho solitário,
Andando sem destino tentando um dia encontrar um amor.


Autoria: Paulo Furtado

Questionamento

Caminhar pela praça numa manhã de verão
Olho as flores e as árvores,
Me pergunto porque o homem tenta destruir a natureza
Porque o homem quer ser sempre maior que Deus
Porque o homem não aproveita bem o paraíso terrestre
Não sei por que o homem não tenta viver em fraternidade com seus irmãos,
Olho para as criancinhas que correm pelas ruas,
Sozinho continuo minha caminhada,
Tentando ser um semeador nesse mundo desumano,
Procuro preparar o caminho e a terra para a nova geração que vai vir depois de mim,
Só penso em procurar a paz e uma mulher que me ame,
Olho para o céu e sinto uma saudade,
A saudade dos amores perdidos, a saudade de um tempo que nunca mais volta.

Autoria: Paulo Furtado

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Solidão de Primavera

Da solidão dessa praia,
Eu caminho pelas areias,
Sem destino,
A brisa sopra forte no meu rosto,
A saudade de alguém que não conheço,
Aumenta mais,
Olho para o mar,
No horizonte azul,
Sinto que um dia vou ti encontrar,
Da primavera que chega,
Eu sinto mais falta do calor do teu corpo,
A vontade de acariciar o teu corpo todo aumenta,
Mas infelizmente estou só,
Olhando para o por do sol
Esperando o amanhã chegar,
Para tentar ti encontrar um dia


Autoria: Paulo Furtado   1987

Poema para Ivone

Esta é a ultima que te escrevo Ivone,
Estou te escrevendo de uma forma diferente,
Através de um modesto poema,
Das luzes da cidade,
Do por do sol,
Do lindo azul do céu,
Sinto aquela maldita solidão tomar conta de mim,
Tento espantar a falta de um amor,
Vivendo a vida intensamente,
Fazendo tudo que eu gosto,
Ivone, foi muito bom ter te conhecido,
Foi ótimo ter uma amiga como você,
Fiquei chateado e aborrecido com você,
Você é meia estranha,
Sei lá às vezes tu é uma pessoa e outra hora muda de comportamento,
Por telefone tu é muito gentil diz que quer conversar comigo e contar várias coisas,
Quando tu chega aqui você me trata com indiferença às vezes desprezo,
Eu sei que andaram dissendo para você que estou apaixonado por você,
Mas não é verdade eu nunca senti paixão por você,
Sei lá, eu sinto por você uma atração física e um carinho muito grande por ti,
Fiz vários planos de ir até Porto Alegre para ti ver,
Mas ás vezes eu penso chego lá será que serei bem recebido,
Não irei mais te visitar,
Ivone eu não sei explicar o que deu em mim te procurar,
Só sei de uma coisa foi muito bom ter ti conhecido,
Esse chato nunca mais irá ligar para você e não escreverá nem uma linha,
Vou continuar minha luta nesta cidade provinciana,
Um dia se Deus quiser você irá ouvir falar de mim,
Pena foi ter sentido o teu beijo e o calor do teu corpo,
Adeus Ivone
Até um dia

Do amigo.......


Autoria: Paulo Furtado      1987

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Indignação

Estou sozinho mais uma vez
Aquela vontade louca de abandonar tudo
Pegar as mochilas e ir embora
Procurar um novo lugar para morar
Conhecer pessoas novas
Ver o por do sol diferente em outra cidade,
Ando vagando pelas boates
Procurando a guria dos meus sonhos
Sinto carência de um corpo de mulher
Sinto vontade de beijar os lábios das garotas lindas que passam por mim,
Sinto uma solidão imensa,
Caminho pelas ruas sem destino
No meio da multidão me sinto sozinho
Não sei se um dia vou deixar de ser solitário
Não sei se um dia vai aparecer uma guria que goste de mim e eu gosto dela de verdade.
As mulheres parecem que tem nojo de mim,
Parece que eu tenho uma doença contagiosa
Não gostam de ficar perto de mim,
Eu não sei o que fazer
O jeito é esperar que as coisas mudem
Desde de adolescente eu estou esperando a guria dos meus sonhos
A guria que me ame de verdade e que seja a minha companheira até o fim dos meus dias.

Autor: Paulo Furtado     25/10/1987

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poema para Anelise

Anelise do mar azul,
Do infinito azul do céu,
Do belo arco-iris,
Da mais alta montanha,
Do mais lindo por do sol,
Eu sinto a força do teu ser,
Sinto o calor da a tua amizade,
Daquela ave que voa lá no céu,
Dos raios que brilham no meu corpo,
Das ondas do mar que batem na areia,
Da música que canto,
Da força que eu tenho,
Da solidão que sinto,
Eu sinto a força da tua beleza,
sozinho caminhando pelas ruas de Porto
Eu vejo as crianças brincarem nas ruas,
Da natureza bela que Deus fez,
Da liberdade que sinto
Da saudade infinita que sinto de um lugar
que não conheço e de uma vida que não vivi,
Do tratamento carinhoso das pessoas,
Do sorriso dos meus irmãos de batalha,
Do olhar inocente de uma criança
Eu sinto a tua bondade e a inocência do teu olhar,
Eu vou embora para algum lugar
Talvez para Porto ou Pelotas,
Talvez para algum lugar sem destino,
Eu vou caminhando pelo mundo buscando a felicidade,
Qualquer lugar a onde eu estiver nunca vou esquecer de ti minha grande amiga Anelise.



Paulo Furtado      Vacaria, RS 14 de Julho de 1987