segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Olhando para o Passado

Tenho que olhar para trás
no exílio me vem a lembrança dos amores do passado,
Queria beber um copo de vinho e escutar um som do passado,
Me embriagar e sonhar,
Reflito tanta coisa boa que fiz e passei,
Estou mais maduro, mais pensativo,
Foram lições de vida,
Queria tanto reencontrar a Margarete,
A cigana que me enlouquecia no bordel,
Não sei se está viva ou morta,
Mas sei que a amei muito,
Queria abraça-la e amá-la de novo,
A vida não volta para trás,
O tempo é carrasco, ele mata o coração
com um corte profundo no peito,
Magoas que nunca mais vai ter cura,
Tristeza e feridas de um amor não correspondido,
História de uma amizade que teve fim,
De um sonho que não se realizou,
De ter a Silvane no meu coração,
De ama-la e ser amado por ela,
De juntos em todos os momentos, estarmos
O destino quis que eu  viesse para o exílio,
Começa tudo de novo,
Olhar outras estrelas, outros por do sol, amar outras mulheres, viver outras emoções,
No Porto de Elis, no Porto do meu exílio,
Esperando como um marujo solitário outro navio para navegar,
Luto contra tudo e todos,
Luto contra o meu passado,
Luto para esquecer a mulher que mais amei,
Mas que nunca me amou,

Autoria: Paulo Furtado
Porto Alegre RS, 19/07/1999


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