quarta-feira, 20 de março de 2013

Carta Para Marlete

Como vai você, tudo bem aí em Porto Alegre,
Aqui em Vacaria estou indo bem com muito trabalho e com muitos objetivos a alcançar.
Hoje não estou trabalhando passei mal no domingo fomos viajar com a Autoval para São João da Urtiga. Tomei muita cerveja e misturei com uísque ai foi fatal.
Marlete não sei porque mas pensei várias vezes e refleti bastante se ia te escrever ou não. Estava com receio não sei porque.
Consegui o teu endereço olhando por acaso na agenda da Terezinha.
Sabe Marlete a gente se conheceu numa forma tão estranha e engraçada.
A primeira vez que fui para o sitio na Páscoa estava com muitos problemas de ordem emocional, o meu objetivo era esquecer os problemas aliviar a cabeça e consegui isto.
Sabe que o nosso lance de amor foi legal e queria ter transado contigo ms infelizmente o ambiente não dava.
Aquela nossa despedida e aquele beijo que ti dei ali achei que nunca mais nós iria-mos se encontrar.
Em Novembro quando fui ao comício do Lula por coincidência no dia do teu aniversário e eu estava pensando em você até com a esperança de ti encontrar por lá. Depois que o Ricardo disse que tinham se encontrado com você e fizeram muita festa fiquei chateado porque queria ter ficado em Porto aquela noite contigo.
O nosso reencontro no sitio neste final de ano foi ótimo.
Eu fui de última hora, tinha ido na casa da Terezinha e me disseram que ela estava no Rossi numa festa.
Chegando lá a Terezinha me disse que você estava no sitio e eu já queria ter ido no Natal mas não foi possível.
Eu precisava recompor as minhas idéias e descansar um pouco porque estava cansado de tanto trabalho e a campanha presidencial tinha me desgastado muito emocionalmente.
Marlete infelizmente foram poucos momentos em que pudemos ficar a sós e conversar, mas esses poucos momentos foram ótimos.
E não sei eu sinto algo estranho e forte quando te beijo e te abraço parece que capto todas tuas energias.
Quando voltei para Vacaria no dia primeiro foi um tédio senti a tua falta queria até voltar para o sitio.
Quando estava dentro do ônibus tinha pensado até não voltar mais.
Sai pelas ruas, solitário com pensamentos somente em ti.
As vezes as pessoas falam na lambada e começo a lembrar de ti.
Marlete eu sei que você tem o teu companheiro mas eu percebi algo naquela noite da passagem do primeiro do ano que tu busca um amor, alguém que ti ame de verdade e te faça feliz. Aquele momento que você me disse que mais uma vez passava as festa de fim de ano sozinha eu senti passo por isso vários anos sozinho, sem ninguém ao meu lado.
Marlete você tem uma força  jovem contigo uma garra e disposição que me fascinam eu gosto de pessoas assim com idéias novas e com muita energia.
Você é a primeira experiência de amor que tive com uma mulher mais velha que eu, como te disse naquela nossa conversa no sitio contigo e posso conversar coisas que com as menininhas eu não consigo.
Eu ti abraço, te beijo, te acaricio, sinto toda tua energia e para mim é mais linda e mais tesão que todas  essas menininhas idiotas que conheci.
Marlete queria ti ver novamente preciso conversar contigo mais a vontade, com mais tempo, transar contigo.
Lá no sitio senti que você ficou frustada por não termos conseguido transar eu também fiquei chateado.
Marlete vou terminado essa carta espero que a gente possa se ver de novo, entre nós surgiu algo bonito que não sei que  o destino irá se definir.
"Quando olho às estrelas,
Vejo o sol se por,
Vejo a chuva cair lembro de você,
Morena tão linda,
Mulher de garra e de força,
Não sei o que vai acontecer com o nosso lance de amor.
Mas quando te abraço e te beijo,
Sinto uma força que vem de você,
Que me deixa mais forte,
Essa força é amor,
O amor se chama Marlete.



08 de Janeiro de 1990

Autor: Paulo Furtado

terça-feira, 5 de junho de 2012

Não Sei o Porque

Não sei porque as coisas não duram para sempre,
Não sei, tudo acaba
Tudo passa como fosse uma onda
Eu sei que o nosso lance passou
Não sei se te encontrarei e nem mesmo sei se tu sentes alguma coisa por mim.
Corro e luto com garra para transformar o mundo como um carpinteiro do universo,
A minha luta para ter vida precisa que tu estivesse ao meu lado,
Me transmitindo toda tua energia,
Não sei como será o amanhã
Só sei que estou te esperando que me telefone, me mande uma carta ou me procure,
Parece que você não vem,
Parece que tudo terminou para nunca mais recomeçar,


04/01/1990

Autor: Paulo Furtado

terça-feira, 15 de maio de 2012

Primeiro dia do ano

Não sei  porque o dia está tão triste,
Deveria estar alegre porque hoje é primeiro dia do ano 1990
E eu também  estou triste porque deixei alguém que amo.
Sei que só foi momento tudo o que pensei no campo.
Longe de tudo fugindo dos problemas me isolando e refletindo sobre a minha vida,
Como o destino é cruel a gente se abraça, se beija e te acaricio mas nunca podemos transar,
Eu sei que nós seremos simples amigos,
Mas existe uma atração de corpos entre nós que é muito forte.
A gente está triste é frustado, te deixei mais uma vez,
A distância nos separa,
Quando te abraço, te beijo, te acaricio sinto uma força estranha que vem do universo.
Marlete, estou triste, sozinho, mais uma vez,
Mas eu sei que você tem outros amores,
Mas uma coisa é estranha por distante que estejamos os nossos corpos estarão chamando um pelo outro.
E um dia eu vou te amar com toda a força do mar, do céu e do sol,
E nada desse mundo vai nos separar.


Autor: Paulo Furtado                      01/01/1990

terça-feira, 27 de março de 2012

Vida de Brasileiro

Pobre brasileiro trabalha 8 horas diárias,
Chega o pagamento,
Não sabra nada,
Chega em casa a mulher reclama,
Que falta coisas para casa,
O filho chora pedindo o brinquedo que viu na televisão,
Vai para o serviço e vê pessoas que chegam a hora que querem,
Seu patrão só fiscaliza e não trabalha e nem produz,
Não tem tempo para ler e nem para estudar,
Não sobra dinheiro nem para o futebol,
Liga a televisão vê engravatados socados em seus gabinetes discursando bonito e dizendo que no Brasil não tem crise e todos vivem bem.
Essa é a vida do brasileiro trabalhar e ser explorado, pelo sistema capitalista.
A única alternativa que o brasileiro tem é de organizar com os seus em movimentos e partidos políticos comprometidos com o povo e com a transformação da sociedade.


Autoria: Paulo Furtado
Vacaria 1989

Menina

Menina vem lutar comigo
Vem ficar do meu lado para me dar força
Sem você sou um guerreiro sem alma e sem amor.
Vem caminhar na areia da praia,
Para juntos nos amar na beira do mar.
Vem me dar um beijo para eu me sentir no céu,
Vem menina bem pertinho de mim,
Só com você ao meu lado eu ajudo a transformar a sociedade.

Levanta Negro

Levanta negro
Vai e luta
Se organiza
O Brasil é teu
Não ligue para os racistas
Vai e conquiste teu espaço
Forme quilombos e crie movimentos,
Só se organizando e lutando que juntos derrubamos os opressores.

Autoria: Paulo Furtado

Vacaria RS, 1989