quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Todo Revolucionário é Solitário

No silencio da noite
Depois da chuva
Fico meditando
E sentindo uma saudade
da minha nega
Lembro que ela me enganou e me traiu
Mas mesmo assim no fundo eu gosto dela
Me dá a vontade de sair correndo e voltar
para os teus braços,
A saudade e tão forte
Mas sei que tenho que deixá-la
Sei que ela não me ama
Sou um revolucionário que busca na luta pelo socialismo mudar o mundo
Sou um carpinteiro do universo
um operário nas estrelas
Me dedico dia a dia a luta contra a burguesia
Mas quando não estou na luta
Sinto solidão
Sinto a falta da companheira amante
Sinto falta de estar abraçado com a mulher que amo.
Luto com uma garra e sonho de um dia encontrar o amor da minha vida
Olho para o céu e ele está de luto
O sol começa a desaparecer com a tristeza
Parece que está adivinhando que estou triste de mais uma vez perder
O amor da minha vida
De mais uma vez eu amar e não ser correspondido
É triste ser enganado
É triste ser só
Caminho pela praia
Olhando o azul do mar
Atiro flores no mar para Iemanjá
Pedindo para que ela me traga de novo
Aquela morena linda
Chamada Patricia
Que um dia me enganou

Vacaria, 18/11/1990
Autor: Paulo Furtado



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tudo Acabou

O nosso amor acabou
Você me enganou
Me fez de palhaço
Agora voltei ao normal
Voltei a realidade
Os momentos lindos que passamos ficou na lembrança
Foi bom enquanto durou
Mas infelizmente não deu certo
Estou só
E a história se repete
Todas as paixões não deram certo
Quero agora cair em outros braços
E sentir o calor de verão
E seguir a minha vida e meus projetos
Vou seguir o meu caminho só e triste
E esperando dias melhores
Sentado numa rocha olhando o sol se por
E sentindo uma saudade de você que nunca mais abraçarei e beijarei.

Vacaria, 16/11/1990

Autor:   Paulo Furtado

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Depois da Chuva

No calor do verão
Depois da chuva forte de Verão
Vem aquele sol de fim de tarde
O céu azul da vontade da gente voar
e alcançar o paraíso
Me dá vontade de ti abraçar
e ti amar
Mas sei que tudo acabou
Você me enganou
e me fez de bobo
Hoje eu ando só
E depois da chuva somente a tristeza e lembrança dos bons momentos que passamos
A história se repetiu novamente
Perdi você
como perdi as outras
O arco-Íris aparece no céu
O meu coração solitário sente algo de estranho,
Às vezes sinto que me dá vontade de chorar
de saber que você é puta.
Anda com todos
E eu choro porque sei que ti amo
Mas não sou correspondido
Depois da chuva senti que agora eu tenho que seguir o meu caminho sozinho,
Você agora está no passado
Eu sinto em te perder
Mas você me enganou
e triturou o meu coração
Olho para o por do sol e de uma certa ansiedade e sei
Que amanhã será outro dia
Quem sabe um dia você volte para mim.


Vacaria RS, 15/11/1990

Autor: Paulo Furtado



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

No Rufar dos Tambores

Quando chega a noite
Escuto o rufar dos tambores africanos
Sinto a minha africanidade mais forte
Sinto a dor do escravo chicoteado no tronco
Sinto a liberdade de ser negro
Que coisa engraçada percebo como a minha raça
É linda
O quanto contribuímos na cultura e no trabalho para esse pais.
Fomos trazidos na força da chibata
Nos navios negreiros
Nos arrancaram da terra onde eramos reis
Viemos para o Brasil para sermos explorados
e humilhados como seres humanos
hoje o povo negro traz consigo a marca do genocídio que os nossos antepassados passaram
Quando lembro da nossa história sinto orgulho em ouvir falar de Zumbi dos Palmares
Que lutou até a morte para ver o povo negro livre
Hoje estamos nas favelas jogados e marginalizados
por uma sociedade branca racista
Mas lutamos dia a dia
para conseguirmos o nosso espaço cultural
Nas ruas e nas organizações
O negro deixa sua presença marcante
sem nós esse pais não seria o que é hoje
Axé raça de fibra e coragem
Raça alegre e mistica
Raça bonita da cor negra.

Vacaria RS, 15/11/1990

Autoria: Paulo Furtado

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Nos Teus Braços

Que coisa engraçada quando ti abraço
E ti beijo parece que somos imortais
Nos teus braços me sinto acolhido
Sinto a energia que vem dentro de você
Quando beijo você me sinto flutuando no universo
Quando olho para tua carinha de criança
Cada vez ti amo mais
Queria tanto poder ver o por do sol contigo,
Gostaria de amanhã abraçado contigo na cama
e ver o sol bater na janela do nosso quarto
Queria transar sempre contigo
E sentir a força do teu amor
Quando caio na realidade fico em duvida que você será minha
Vivo sofrendo caminhando igual um animal ferido que busca abrigo
E eu busco estar nos braços da mulher que amo
Mas sei que é impossível

Autor: Paulo Furtado
Vacaria, 08 de Novembro de 1990





sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Juventude

No meio da estrada caminham
Aquela multidão de jovens
Todos rebeldes
Como os hippies em 60
Os punks e Darks em 80
Vestem calças jeans
E falam gírias
São reprimidos e taxados de marginais
pelos conservadores
Buscam revolucionar o mundo
com  suas idéias de paz e amor
Eles vivem diferentes
E querem praticar o amor livre
Fumar maconha e cheirar cocaína
Buscam a liberdade
Nos campos e matos
Vivem ao redor do fogo de madrugada tocando violão
Eles querem um mundo novo
E uma sociedade justa e livre
Por isso não são compreendidos
Eles odeiam a violência
E as regras da sociedade burguesa
Eles estão certos
Porque sonham e sabem que um dia
Talvez há anos luzes seus sonhos serão realidade.

Autor: Paulo Furtado

Vacaria, 05/11/1990


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Semente do Socialismo

A gente que luta dia após dia
Pela essa nova sociedade chamada socialismo
A gente que leva pau nas greves
A gente que sai nas ruas gritando palavra de ordem
A gente que ama
A gente procura entender as pessoas e aprender com seus modos de vida,
A gente que se dedica horas e horas de estudo para mudar o mundo
A gente que de sol a sol trabalha e vê o salário pouco no fim do mês
A gente que quer fazer de massa de manobra
E somente servimos para sustentar o patrão
A gente sabe que somos semente para essa geração que vem atrás
Que vão seguir e colher o frutos de nossa luta
Nós sabemos que não vamos ver a sociedade que desejamos
Mas os nossos filhos,netos e outra geração que virá
Irá ver a nova sociedade
Nós somos história
Nós o povo somos os atores principais do teatro da vida.
E sabemos que um dia chegará o último ato e que as cortinas se fecharão
E novos atores assumiram a peça da vida
Como disse no circo
O espetáculo não pode parar
E a luta pela nova sociedade não pode parar.

Vacaria RS, 04/11/1990

Autor: Paulo Furtado