quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Repressão

A sociedade que nos impõe modelos e regras
A sociedade sempre foi repressora e cruel com as pessoas que buscam uma vida alternativa
Os grandes chefes com seus privilégios reprimem o povo e fazendo sofrerem cada vez mais,
As pessoas tem que se obrigarem a fazer coisas impostas por ditadores,
Eu me rebelo contra tudo isso
Por isso sou reprimido como os meus demais companheiros
Tanta gente morreu em busca dessa utopia que é da sociedade justa, fraterna e igualitária,
Os ditadores buscam ficar no poder a todo custo,
Mandam baixar o pau em cada manifestação contra seus governos,
Esses ditadores não sabem o que é democracia
Ando pela estrada olhando o Arco-Íris depois da chuva,
Queria tanto ultrapassa-lo e ver o que tem depois dele
Queria poder amar a minha menina livremente
Poder conversar com as pessoas democraticamente
Queria que os homens se respeitassem como seres humanos e não buscassem se separar por regras e moldes da sociedade burguesa.
Queria poder viver em paz tomando cerveja tocando meu violão, escrevendo meus poemas e amando muito,
Quem sabe um dia eu possa viver dessa maneira,
Quem sabe depois do Arco-Íris eu encontrei a paz e a nova sociedade que tenho buscado.

Autor: Paulo Furtado

04/11/1990     Vacaria RS

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Novas Emoções

Não sei mas ando sentindo algo estranho
Parece que com a chegada da Primavera
Estou mudando
Estou me sentindo mais leve
E com uma grande vontade de amar
Olho para o céu e sinto uma felicidade estranha,
Quando ti abraço e te beijo gosto mais de ti,
A gente se ama sem compromisso
Estou reconhecendo que te perdi de vez
Sei que tu anda nos braços de outros,
Aceito o teu modo de viver
A tua vida de prostituta
Caminho pelas ruas da cidade
com o coração leve e tranquilo
Parece que sinto que algo de bom esta vindo
para mim
Espero que seja a chegada de um novo amor
Olho o sol se por
E no vermelho do céu
E sinto que o amanhã será bom
E um novo dia chegará
E que alguém me ame
E deixe o meu coração feliz.

Autor: Paulo Furtado

04/11/1990

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Na Solidão da Primavera

Como eu queria ser u Deus
E mudar os nossos destinos
Queria poder ter você junto de mim
Te abraçar e sentir o calor do teu corpo
E os nossos corpos suados rolando na cama
Te acariciar o teu corpo nu
Queria que você me amasse e me desejasse
O sol se põe
E da distância do horizonte
Eu sinto um ar agradável de um fim
de tarde da Primavera
Ando na noite
Sozinho e angustiado
Na solidão da boemia observo às estrelas
com um copo na mão sinto falta de você
Sinto falta do teu corpo
Do teu olhar lindo de criança
Não sei o que irá acontecer entre nós
Mas de uma coisa sei
A tristeza de saber que você
nunca será minha
Dói no meu peito
Como um punhal enterrado
Na solidão da Primavera
Sinto o perfume das flores
Que é o mesmo do teu corpo e do teu beijo
Caminho por estradas perigosas
Em busca de alguém
ou de um amor que jamais
saberei se um dia encontrarei

Vacaria, 30/10/1990
Autoria:  Paulo Furtado

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Poema para Terezinha

Na calada da noite
Eu ando bêbado
Em delírio só vejo na minha frente os rostos dos amores antigos,
Olhando as estrelas eu sinto uma saudade do passado,
Me dá uma vontade de estar com alguém
Amando deusas, fadas e princesas da noite
Eu viajo pelos astros e planetas,
Sentindo uma solidão
Chegando o dia com o sol forte e radiante
Vejo você
Linda como uma deusa do cosmo infinito
Seu sorriso lindo de rainha
Seu corpo de Vênus
Me dá uma vontade de te abraçar e te beijar
O dia inteiro
Queria tanto ter você ao meu lado
Mas sei que é impossível
Amo outra pessoa que não me ama
Vivo um amor impossível por outra deusa
Queria tanto que o tempo parasse
E eu pudesse te levar para praia mais linda desse planeta,
Queria ser o sol para brilhar na janela do teu quarto
Queria ser o vento para tocar no teu rosto lindo
Teus olhos lindos da cor do mar te deixam mais bela que Afrodite
Teu caminhar elegante de rainha me faz te querer muito mais,
Terezinha ando sozinho em sonhos e realidade
Busco um amor de verdade
Busco um dia encontrar a minha companheira depois do Arco-Íris,
Olho o céu azul e sinto que não sou nada
Sinto que sou um simples mortal idiota
Que busca encontrar um dia o grande amor de sua vida.


Autoria: Paulo Furtado
Vacaria, 25/10/1990



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Paulo Furtado: Chorando Na Chuva

Paulo Furtado: Chorando Na Chuva: Caminhando no barro Caminho chorando na chuva As minhas lágrimas se confundem com as lagrima da chuva, No meu peito arde a dor de ter te ...

Chorando Na Chuva

Caminhando no barro
Caminho chorando na chuva
As minhas lágrimas se confundem com as lagrima da chuva,
No meu peito arde a dor de ter te perdido para sempre,
Me sinto perdido e não sei o que farei sem você
Ti amo com toda a força do meu ser
Ti quero como a força da chuva,
Choro com uma criança que quer alguém
Eu choro como um homem que ama mulher
Que infelizmente a mulher que ama não sente o mesmo por ele.

Vacaria, 15/10/1990

Autoria: Paulo Furtado

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Na Solidão da Noite

Sozinho olhando o céu no fim de tarde
Me dá uma saudade de você
Sinto que te perdi para sempre
Os bons momentos que vivemos ficaram somente na lembrança,
A primavera que chegou com todo seu vigor
E no calor da Primavera e no perfume das flores
Eu sinto mais tesão por você
Queria tanto poder rolar nu contigo pelos campos
Poder sentir o calor e a energia do teu corpo nu colado no meu
Poder te acariciar e te beijar como se fossemos deuses,
Na solidão da noite eu sinto falta de você,
Me dá vontade de ti procurar e dizer o quanto ti amo
Queria tanto que você largasse a tua vida de puta
E viesse ficar comigo
Queria ter você o tempo todo comigo
Saio pela noite buscando a fantasia que ela tem
Nos bordeis não encontro o prazer que sinto de estar como você
Bêbado só a tua imagem vem na minha frente e você me olhando com aqueles olhos lindos
No seu olhar eu me perco e na tua boca e na tua pele eu me sinto um rei.
Sei que o meu destino é viver só
Somente um milagre me colocará nos teus braços
E eu aqui sozinho sentado olhando as estrelas no céu
E esperando que você venha me amar
Para me fazer feliz

Vacaria, 15/10/1990
Autoria: Paulo Furtado