terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sangue nas Areias

Lá  do outro lado do mundo os poderosos se agridem numa disputa de vaidade pessoal de um lado Saddan Hussein e do outro Busch o lider dos impirealistas. Os scud, apaches voando nos céus do Kuwait e do Iraque.
A fúria imperialista ataca para valer como no Vietnã eles buscam ser os melhores do planeta.
Aqui  de longe a gente só imagina que milhares de gente morrendo por culpa de dois imbecis lideres fazendo inocente morrerem como animais.
As guerras sempre trazem saldos negativos, mortes e marcas profundas de horror e traumas para aqueles que são afetados por ela.
No deserto do Golfo somente ficou a paisagem triste de uma guerra insana e nojenta.
Os americanos saem da guerra como grandes vencedores e se julgando os heróis contra o mal.
E na realidade são eles que são o mal,
são eles que massacram o mundo dia a dia 
Quem não lembra dos horrores do Vietnã,
Quem não lembrará dos horrores do Golfo Pérsico,
Agora tudo está em paz, Saddam recuou, os iraquianos estão vencidos.
Nós daqui do Ocidente olhamos as estrelas e ficamos na reflexão esperando que um dia os homens sentem numa mesa e discutam suas divergências e que esses imperealistas dos Estados Unidos da América sejam freados. Em que um dia a paz venha nascer nos corações dos homens.


Autoria: Paulo Furtado

Vacaria RS, 09/03/1991

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tristeza de Estar Só

Como é triste não ser importante para ninguém
Se desprezado e não ser amado por ninguém,
Ver os seus amores abraçados nos braços de outros.
Andar sempre só
Eu cansei de ser perdedor
Vivo só e com coração partido
Sonho de estar num lugar diferente
Em viver outra realidade
Ser feliz
Ser importante para as pessoas
poder sentir o prazer de ver o sol nascer de manhã
Poder amar várias mulheres
Afinal fazer tudo o que gosto de fazer
Mas aqui neste lugar vivo triste e sozinho vivo dias amargos.
E somente espero o grande dia para partir daqui para nunca mais voltar.


Autoria: Paulo Furtado

Vacaria RS, 03/03/1991

Quem sou eu?

Sou uma pessoas às vezes estranha
Sou alegre e triste às vezes
Sonho com coisas impossíveis
Sou querido por uns e odiado por outros
Sou um guerreiro, um lutador
Às vezes agressivo e descontrolado
Gosto de várias coisas, de música e futebol
principalmente
Queria ser melhor compreendido pelas pessoas
Queria que minha idéias fossem aceitas.
Vivo em dificuldades buscando um lugar ao sol
E buscando um grande amor
Às vezes me sinto um moleque alegre é triste que quer ser feliz.
Às vezes choro no meio temporal
Depois da chuva olhando o céu azul no fim de tarde me dá uma louca saudade
De algum lugar mas não sei de onde e de quando  lá estive.
O negócio é tentar me compreender e viver muito.

Autoria: Paulo Furtado

Vacaria, 03/03/1991

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Como é triste viver só,
E não ser compreendido
É triste olhar o por do sol
e sentir-se só,
Vejo as fumaças das fábricas
e o operários trabalhando de sol a sol,
É triste amar e não ser correspondido.


Autoria: Paulo Furtado

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Feira do Livro de Vacaria RS parte 20

Restos do Passado

No chão rola as folhas e papéis pelo chão
A chuva cai e vai embora
Do nosso amor ficou somente a lembrança
Dos bons momentos que vivemos, ficou no video taipe do passado,
Dos beijos e carinhos, restou somente a saudade,
Saio pelas ruas triste me sentindo sozinho,
Busco alguém mas não encontro,
Queria poder ti ver como tu era antes
Hoje você mudou
Tu está mais fria e me trata como um idiota
Nos teus braços já não sinto aquilo de prazer
que antes eu sentia
Fico horas e horas olhando o por do sol e me perguntando quando será que vou encontrar
um amor de verdade,
Às vezes sinto que sou expulso da mina própria cidade,
Sou incompreendido pelas mulheres,
Tento ser um bom sujeito
E somente me maltratam e me humilham
Não sei o que fazer
Sinto saudade de você
Queria poder estar nos teus braços e me sentir bem
Hoje eu sei que nunca mais vou ter o teu amor
Do nosso amor apenas ficou os restos do passado jogados pelo chão rolando pelas ruas da cidade
numa noite de ventania.


Autoria: Paulo Furtado
Vacaria RS 29/01/1991