terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Reflexão do Derrotado

Já faz tempo, mas tive que admitir,
Que perdi você para sempre,´
É duro aceitar mas tudo acabou para sempre,
A distancia, as magoas, ódio e desejo de vingança,
A melhor vingança é o tempo,
E a história que mostrará quem ti amava de verdade,
Eu ou ele,
Lutei tanto para conquistar o teu coração,
Fiz loucuras,
Mas você foi a mulher da minha vida,
Carrego comigo uma maldição de um problema mau resolvido,
Ainda luto para te esquecer,
Queria matar o teu fantasma que me persegue,
Mas não consigo,
No exílio é o único lugar posso ficar para tentar te esquecer,
Fui derrotado pelo dinheiro,
Fui derrotado pela tua maldade e incompreensão,
Você não soube me valorizar
Não valorizou quem ti ama de verdade,
Vou lutando esperando que dias melhores
venham e um outro amor venha para tentar ser feliz como antigamente,

Autoria: Paulo Furtado

Porto Alegre RS, 20/07/1999

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Olhando para o Passado

Tenho que olhar para trás
no exílio me vem a lembrança dos amores do passado,
Queria beber um copo de vinho e escutar um som do passado,
Me embriagar e sonhar,
Reflito tanta coisa boa que fiz e passei,
Estou mais maduro, mais pensativo,
Foram lições de vida,
Queria tanto reencontrar a Margarete,
A cigana que me enlouquecia no bordel,
Não sei se está viva ou morta,
Mas sei que a amei muito,
Queria abraça-la e amá-la de novo,
A vida não volta para trás,
O tempo é carrasco, ele mata o coração
com um corte profundo no peito,
Magoas que nunca mais vai ter cura,
Tristeza e feridas de um amor não correspondido,
História de uma amizade que teve fim,
De um sonho que não se realizou,
De ter a Silvane no meu coração,
De ama-la e ser amado por ela,
De juntos em todos os momentos, estarmos
O destino quis que eu  viesse para o exílio,
Começa tudo de novo,
Olhar outras estrelas, outros por do sol, amar outras mulheres, viver outras emoções,
No Porto de Elis, no Porto do meu exílio,
Esperando como um marujo solitário outro navio para navegar,
Luto contra tudo e todos,
Luto contra o meu passado,
Luto para esquecer a mulher que mais amei,
Mas que nunca me amou,

Autoria: Paulo Furtado
Porto Alegre RS, 19/07/1999


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A Chuva do Inverno no Alegre Porto

A chuva e o frio do Porto,
Fazem sentir sozinho,
As férias do inverno me fazem refletir,
Luto e tanto para conseguir vencer,
Supero as dificuldades,
O frio faz lembrar de casa,
Estou muito longe da minha terra,
Adotei uma nova terra,
É nela que tenho que lutar e vencer,
Buscar superar as dificuldades,
A solidão é uma barreira difícil,
A falta de dinheiro é um terror,
Vamos nos superando na garra e na fibra,
Somos guerreiros que vencem,
Só os lideres de personalidade ficam na história,
Os grandes amores que vivi estão no passado,
As derrotas serviram como lição
As vitórias estão para sempre nas memórias,
O Porto que amo é a minha vida,
Espero encontrar a mulher da minha vida no alegre Porto dos Casais,

Autoria: Paulo Furtado

Porto Alegre, 18/07/1999

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pensamento de Inverno no Porto

No coração do inverno no Porto, eu escrevo e penso,
No vento frio do Guaíba, eu reflito e sonho,
Muitos dizem que não tem tempo para sonhar,
Mas eu sonho,
De um dia encontrar uma grande mulher,
Vivo esperando aquela rainha dos sonhos,
Mas ela ainda não chegou.
Avalio os erros que cometi no passado,
Queria voltar atrás e consertar tudo,
Mas é impossível, voltar no tempo,
Tenho que recomeçar tudo de novo,
Construir minha vida novamente,
Planejar a minha história e reescreve-la novamente,
Sei que a superação é importante nesta Selva de Pedra,
Lá vou eu de novo solitário pelas ruas,
Querendo me embriagar com vinho ou cerveja,
Buscando os braços de uma mulher,
Lutando para conquistar alguém
Mas sei que aqui no Porto é o meu lugar,
Um dia tudo será melhor e a paz e tranquilidade irá voltar,
Um dia, eu encontrarei o amor da minha vida.


Autor: Paulo Furtado
Porto Alegre, 17/09/1999

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Saudade da minha Grande Amiga Carla Pires

Fonte: Facebook

A Solidão e Saudade

Sinto saudade de casa,
das ruas de minha terra,
No porto aprendi amar
A ser alguém mais humano e maduro,
O vento que vem do rio é muito forte,
Arrasta arvores, casas e corações,
Depois do temporal vem a Bonanza,
A chuva forte vem o sol radiante,
Não sei porque terminamos tudo,
Sei lá porque ti amei tanto,
Lutei tanto para ti encontrar nos braços de outro,
Sozinho eu ando e me pergunto,
Já faz tanto tempo, que não olho as estrelas e nem o por do sol,
Tudo terminou e tudo começará novamente,
Novas ideias e novas amizades, novos amores,
Novos inimigos e novos rancores,
Um dia tudo terá um fim, espero ter aprendido uma grande lição de vida.
somente dei valor a tua amizade quando ti perdi,

Autor: Paulo Furtado
Porto Alegre, Julho de 1999

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Saudade de Alguém Sem Destino, Chamada Patricia

Como eu gostaria de voltar no tempo,
Viajar no passado,
Para ti encontrar de novo,
Faz tantos anos que não ti vejo,
Não sei se estás viva ou morta,
No Porto eu reflito olhando o Guaíba,
Lembro do passado olhando para o arco-íris,
A chuva me deprime pois sinto falta de você,
Patricia queria poder voltar a ti ver de novo,
Ti abraçar como nos bons tempos,
É triste não saber o que aconteceu contigo,
Talvez eu esteja no teu pensamento,
Fui o personagem da história da tua vida,
Sozinho nos bares, nas ruas, caminho,
Um intelectual, politico e boêmio,
Talvez tu lembre de mim como revolucionário,
Que odiava a burguesia e exaltava o proletariado,
Que saudade eu tenho do teu rostinho de criança, da tua pele bronzeada,
Não sei porque lembrei de ti, após tantos anos, que já se passaram algum tempo,
Talvez o tempo e a magia de Porto Alegre, explique esse fenômeno chamado saudade.

Autoria: Paulo Furtado
Porto Alegre 1999