sexta-feira, 11 de março de 2011

A Carta que o Vento Trouxe

Era uma tarde com muito vento,
Os coqueiros se dobravam de um lado para outro,
O mar estava muito agitado que trazia suas ondas até a beira da praia,
Eu estava caminhando pela calçada daquela cidadezinha praiana,
Olhava os surfista fazerem evoluções em cima de sua pranchas fantásticas sobre as violentas ondas do mar,
O vento batia tão forte que me fazia sentir de cabelos compridos agitando pelo ar,
Papéis rolavam pela calçada quando uma carta rola até aos meus pés,
Pego-a e começo a ler a carta estava escrita dessa maneira
"Sou um jovem triste vive alienado numa pequena cidadezinha
 Só vivo lembrando do passado que nunca mais voltará
Como eu sinto saudade do tempo que eu era criança parecia que os anos, os dias, os meses custavam tanto a passar,
Hoje  eu não tenho amigos como eu tinha no tempo do colégio
Chego o final de semana fico andando solitário pelas ruas como uma alma penada,
Sento no banco da praça vejo os rapazes com suas namoradas e eu sozinho, sonhando que um dia apareça uma gatinha que me ame e me faça feliz.
Sinto tanta tristeza quando lembro dos meus amores perdidos,
Ando pelas avenidas sempre com uma esperança que um dia por acaso eu encontre a garota que eu quero amar pelo resto da vida,
As vezes eu começo a refletir sobre tudo que eu fiz nesta vida e começo dizer para mim mesmo como eu pude viver tão sozinho até agora,
O meu maior sonho da minha vida e de poder comprar uma moto, usar uma cabeleira comprida e morar numa cidade praiana em um apartamento de frente para o mar,
Estou escrevendo esta carta que não sei qual a pessoa desse mundo que irá ler
Mas espero que essa pessoa que ler essas palavras escritas nesse simples papel de carta não pense que eu estou fazendo  fita sobre a minha solidão,
Não quero mais me prolongar com esse monologo escrito,
E para você amigo desconhecido um ano muito bom que tudo que sonhes se realize

Um abraço 

Amigo Solitário"

Depois de ler essa carta continuei a minha caminhada pela praia os rapazes voam bem alto com as suas asas delta
O sol reflete seus raios estranhamente com todo aquele vento que continuava tomando conta da praia, 
E o céu estava tão azul como o mar
De repente como por acaso uma garota muita linda vem correndo pelo calçadão e sem querer esbarra em mim e ai começa a surgir entre nós um grande amor e finalmente os meus infinitos dias de solidão estão acabados.


Autor: Paulo Furtado                          17/01/1986
 

Um comentário:

  1. Olá Paulo!
    O romantismo está no ar, na escrita, na caminhada! (sorrio)
    “Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jefhcardoso)
    Gostaria de lhe convidar para que comentasse o meu conto “Água benta bem gelada”. Ok?
    Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

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